PRO-file Francisco Fonseca

Posted: Abril 19, 2012 in Uncategorized

O PRO-file desta semana, dá a conhecer um pouco melhor, o Francisco Fonseca da equipa de Lacrosse de Coimbra.

Nome: Francisco Paulo Santos Fonseca

AKA: Kiko
Data de Nascimento: 09/03/1988
Nascido em Coimbra
Reside em Coimbra
Altura: 1,79m
Peso: 72kg
Número na Camisola: 11
Posição em que jogas: Médio
Canhoto / Destro / Ambi-destro: Destro
Weapon of Choice: Gait Silencer, Brine F15 (Shaft)
Movimento preferido no Lacrosse: Split Dodge, side arm shot
Inspiração: Ver vídeos de Lacrosse, frases inspiradoras e, o melhor, correr, correr é algo que me inspira
Algumas Perguntas
Como e quando é que contactas com o Lacrosse pela primeira vez? – A primeira vez que contactei com o Lacrosse foi, basicamente, “sem querer”. Andava a pesquisar uns desportos “meio-malucos” quando acabei por ir à Wikipédia à página do Lacrosse. Desde esse dia, foi “amor à primeira vista”. Comecei logo a ver vídeos, a gravar jogos para depois ver, conhecer as regras, a história e a evolução que o desporto teve na Europa tendo em mente já contactar possíveis equipas que pudessem existir em Portugal. O que não se verificava, não existiam raízes do Lacrosse em Portugal.
Como e quando é que surge a oportunidade de ficares como «Embaixador» do Lacrosse em Portugal?  No Ensino Secundário, durante o estágio que realizei no final do 12º ano no Pavilhão Multidesportos de Coimbra, como projecto final, tinha de apresentar um plano para um evento desportivo que pudesse ser realizado naquele pavilhão. Foi ai que então decidi pôr em prática os conhecimentos que tinha adquirido do Lacrosse, ao projectar um Torneio Europeu de Box Lacrosse, fícticio claro.  O trabalho final de estágio, com toda a informação que tinha juntado, serviu depois para trabalho final de curso no secundário. Isto em 2007. No Verão desse mesmo ano, comecei a contactar algumas instituições internacionais, como é o caso da Federação Europeia de Lacrosse e a antiga Federação Internacional de Lacrosse que se mostraram logo disponíveis a ajudar. Lembro-me que a Federação Europeia de Lacrosse tinha já um contacto de uma pessoa interessada em começar o desporto em Portugal, o meu grande amigo Mark Grilo, antigo jogador profissional de Lacrosse pelos Philadelphia Barrage. Para além da ajuda das instituições, contei sempre com o apoio da Denise Bernuci da Silva, sobretudo no que diz respeito à promoção e ao secretariado. Em Janeiro de 2008, com o apoio da Associação Académica de Coimbra, foi organizado o 1º Colóquio de Lacrosse em Portugal com a presença do presidente da ELF, Mr. Peter Mundy e Amit Biswas, treinador e árbitro inglês de Lacrosse. A partir desse dia, foram traçados alguns objectivos que levaram a dar os primeiros passos do Lacrosse em Portugal.
O Lacrosse numa primeira fase, fica apenas em Coimbra, mas tu, individualmente, fizeste umas visitas a Espanha para jogar com equipas Espanholas. O que achaste dessas experiencias?  Foram experiências muito enriquecedoras, sobretudo a minha participação na Primeira Taça Espanhola de Lacrosse. Foi um fim-de-semana de Lacrosse em Madrid. No primeiro dia, esteve presente o antigo jogador da equipa da Universidade de Notre Dame, já foi treinador-adjunto da mesma equipa e é fundador da organização Fields of Growth, que procura levar o Lacrosse a alguns paises africanos, sobretudo ao Uganda. Num só dia, aprendi mais do que alguns meses de treinos. No jogo, apesar de ter perdido, fiquei mais preparado e acabei por marcar o meu primeiro golo, apesar da minha equipa ter perdido. Desse fim-de-semana, trouxe novos amigos, novos conhecimentos (arbitragem, aspectos técnicos e tácticos), novas ideias e muita vontade e motivação para continuar a fazer crescer o Lacrosse em Portugal.
Quais te parecem ser as maiores dificuldades do Lacrosse em Coimbra? E em Portugal? – As maiores dificuldades estão relacionadas com a falta de conhecimento das pessoas em relação ao Lacrosse, ao facto de só se ver e apoiar sem grandes dificuldades, e infelizmente, o futebol em Portugal; se quisermos adquirir novo material, temos de mandar vir de outros países europeus, como é o caso da Alemanha e também algum cepticismo que algumas entidades têm quando apresentamos este novo desporto, com o objectivo de puder criar novas equipas e, assim, haver uma maior visibilidade, mais competição.
Na tua opinião, qual ou quais as primeiras prioridades da APL? – Continuar a fazer crescer as equipas já existentes, procurando sempre consolidar as bases já existentes e melhorar alguns erros; levar o desporto às escolas pois é aí que está a “matéria-prima” para o futuro deste desporto, procurar gente interessada e apoiar, o máximo possível novos projectos e, com as condições necessárias, procurar aproveitar o conhecimento de jogadores/árbitros que venham a Portugal para depois colocar em prática no nosso projecto, começar a organizar competições internas e, sempre que possível, participar em torneio/eventos internacionais.
Em Portugal somos muito péssimistas e achamos sempre que somos muito piores que os outros, no entanto, conseguiste motivar a equipa de Coimbra para a LIL e participaram em duas jornadas, Sevilla e Coimbra. Jogaram com os Campeões UEM uma vez e com Sevilla que ficaria em 2º na classificação final por duas vezes. Como classificas o nivel geral do Lacrosse tendo em conta que Coimbra jogou com as melhores equipas da Peninsula Ibérica?  Eu não diria que somos pessimistas. Digo mais que, muitas vezes, não acreditamos em nós próprios, nas nossas qualidades. E foi isso que se verificou sobretudo na jornada que fizemos em Sevilha quando nenhum dos jogadores de Coimbra dormiu por causa de alguns problemas ocorridos ao longo da viagem (problemas com a carrinha) e, chegámos ao campo jogando em primeiro com Sevilha, fazendo um excelente jogo apesar da derrota. Depois, contra a equipa campeã, Universidade Europeia de Madrid, levámos o jogo para prolongamento (de ressaltar que podíamos ter ganho, se tivesse sido morte súbida, pois marcámos logo assim que o prolongamento começou) e foi lutar até ao final, tendo perdido por 4-3. Depois, na jornada que fizemos em Maio, em Coimbra, acabámos por ganhar a Sevilha, tendo feito um excelente jogo, foi o resultado de um grande trabalho de equipa. Neste jogo com Sevilha, tivemos em campo jogadores com apenas 3/4 treinos de Lacrosse, que entraram em campo com a mesma bravura daqueles que têm mais tempo de treino. No final, penso que mostrámos que, embora em Portugal tenhamos começado a jogar há menos tempo que em Espanha, temos qualidade, que as equipas portuguesas, os jogadores portugueses jogam bem lacrosse. Esta é e tem de continuar a ser uma razão para que todos nós possamos estar motivados para o futuro, “somos poucos, mas bons”.
Ainda na LIL é de destacar que tendo jogado com as melhores equipas, foste considerado o MVP. Como é que te sentes depois de teres provado que não «tens medo de ninguem»?  Sinto-me bastante feliz. Como o Rui Conde uma vez me disse, o Lacrosse é daqueles desportos em que, quem quiser, se destaca e concordo plenamente com ele. Apesar de ter praticado outros desportos, aquele que me dá mais prazer jogar é o Lacrosse e, graças a isso, procurei sempre melhorar enquanto jogador, embora tenha apenas jogado um jogo antes da participação na Liga Ibérica, no ano passado. Enquanto não joguei, trabalhava quase todos os dias um pouco para que, quando esse dia chegasse, jogasse tão bem ou melhor que os outros. É excelente treinar com a equipa ou mesmo sozinho, pensando já nas jogadas que podem acontecer em jogo, na realidade, parece que tudo fica mais fácil. Depois, chegar a uma competição e jogar contra jogadores que representam a selecção espanhola e ser considerado um dos melhores, é um orgulho. Depois, tal como aconteceu comigo, de uma forma ou de outra, procuro que, aqueles que jogam comigo, consigam melhorar e chegar ao máximo das suas capacidades. Basicamente, penso que a “poção mágica” está mesmo em querer melhorar, saber fazer tudo aquilo que diz respeito ao lacrosse, desde o mais básico, até ao mais complexo.
Queres deixar uma mensagem? – O Lacrosse ao inicio pode ser um desporto como todos os outros que podemos praticar. Mas, na realidade, isso não é verdade. Pode não ser divertido quando estamos a começar e a bola está sempre a rolar no chão, não há um jogo fluído. Mas, se souberem como o jogo vai ser quando perderem tempo, 30 minutos do vosso dia e se esforçarem para melhorar, vão ficar logo apaixonados. Para quem gosta de Lacrosse, este é e tem de ser o vosso desporto de eleição. Porquê? O Lacrosse combina todos os melhores aspectos de outros desportos. A vertente física do futebol americano, a resistência do futebol, as jogadas estudadas do basquetebol, entre outros aspectos. Lacrosse, o desporto mais rápido de sempre, what else? 😉

 

Para a semana, mais um PRO-file, já sabes, sempre às quartas.

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Comentários
  1. lisboalax diz:

    Francisco
    Muito obrigado pela tua colaboração com Lisboa Lacrosse para a elaboração deste PRO-file.
    Penso que estão aqui reunidas umas quantas perguntas/respostas, que podem ser forte inspiração para os jogadores de Lacrosse, para o seu futuro enquanto jogadores e para o futuro da modalidade em Portugal.

  2. Rui Conde diz:

    Francisco, não és só tu que fixas frases minhas, eu tambem gosto muito de uma tua, que passo a escrever

    O Lacrosse não é para meninos!

  3. lisboalax diz:

    Francisco

    Aproveitando o prazer que este PRO-file te deu, gostariamos de dizer que seria com enorme prazer que colocariamos neste site, outros PRO-file de jogadores de Coimbra, mas, para isso, precisamos de ajuda de quem os conhece melhor…

    Que tal dares uma ajuda para que isso seja cada vez mais fácil e possivel?

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