O Nascimento dos Viriatos

Posted: Outubro 31, 2011 in Lisboa Lacrosse

Para a continuação da história do Lacrosse em Lisboa, falámos com Rui Conde e apresentamos um resumo dessa entrevista.

Como e quando é que contactaste com o Lacrosse pela 1ª vez?

 – Vi Lacrosse muitas vezes, seja na TV, em filmes e séries, seja em T-shirts que fazem o apelo ao College com os sticks cruzados, etc.

Em 2007/08, comecei a ver Box Lacrosse no EuroSport2 e na altura, tentava acompanhar alguns jogos, mas, não percebia muito.

Em Maio de 2010, volto a ver Lacrosse, desta vez na ESPN América e aí sim, fiquei completamente convencido. Naveguei na internet e encontrei o blog de Coimbra e um fórum que lhe estava associado, tratei logo de me inscrever e comecei a fazer perguntas sobre como e onde jogar em Lisboa e recebi como resposta que estavam no FaceBook como Lisboa Lacrosse e que treinavam aos Domingos, apareci logo no 1º com o meu sobrinho, Rodrigo Conde.

O que é que te motivou a comprar equipamento (protecções, e posteriormente as balizas e etc.)  numa altura que não havia nada?  

 – Eu logo no 1º treino levei protecções, não sabia nem podia imaginar que ninguém as tivesse. O que eu tinha visto na TV era um desporto de contacto, com velocidade em que o uso do capacete e restantes protecções era obrigatório. Como tinha um capacete e cotoveleiras de Hockey no gelo, levei, para pelo menos o meu sobrinho as usar.

Quando cheguei ao treino vi que ninguém usava protecções, deparei-me com um grupo muito pequeno de pessoas que faziam uns passes mas que não podiam fazer mais que isso, eram poucos e tinham apenas sticks e a dura realidade dos treinos seguintes era serem apenas 4 pessoas a treinar Henrike Diers, Pedro Silva eu e o meu sobrinho…

A minha primeira preocupação foi as protecções, não podia deixar que alguma coisa acontecesse ao meu sobrinho que estava ali à minha responsabilidade. Comprei protecções e capacetes de Lacrosse para mim e para o meu sobrinho, um stick mais evoluído do que os que havia para emprestar e comprei mais bolas porque antes, só existiam umas 5.  

Os treinos só podiam ter técnica de passe e eu achei que se era para existir Lacrosse em Lisboa teria que se dar um salto, então, no treino seguinte, comprei uma baliza e um shooting target para fazer o lugar de um guarda-redes enquanto este não existisse, assim, já se podia jogar Lacrosse. Comprei também um LongPole pois não havia nenhum.

A partir do momento que passou a existir baliza, comecei a fazer convites a pessoas para aparecerem e experimentarem, antes, achei que era perder tempo e perder oportunidades e assim, convidei as pessoas que eram mais fáceis de conquistar.  

Dadas as semelhanças entre as modalidades, comecei por convidar as pessoas do Hockey Inline que seguramente iam gostar e tinham ainda a vantagem de já possuírem capacete e cotoveleiras, a minha ideia era aumentar o grupo para fazer nascer uma equipa.

Como e porquê, te começaste a envolver com a organização do Lacrosse em Lisboa?

 – Quando comecei a comprar «equipamento comunitário» e a aparecer com convidados, a Henrike Diers deve ter achado que podia contar comigo.

Já antes, eu ia trocando e-mails com o Francisco Fonseca visto que em Coimbra existia uma equipa e o que eu mais queria era criar condições para que em Lisboa acontecesse o mesmo e já nessa altura, desenvolvi a ideia de um Torneio de Lacrosse de 7*7,  conquistei o interesse de Coimbra para o torneio e tentei conseguir o mesmo em Lisboa, o que não aconteceu.

A partir daí comecei a receber e-mails que eram trocados entre a Henrike o Francisco Fonseca de Coimbra e outras pessoas que eu não conhecia. Isto porque, quando eu cheguei, fui recebido pelo Rodrigo Inglês, mas, por motivos profissionais, o Rodrigo esteve afastado muito tempo e só 2 meses depois de ter começado a treinar é que apareceu num treino o Tiago Bernardo.

A Henrike queria muito jogar, mas estava consciente de que a acontecer seria 1º no masculino e só depois no feminino, já o Pedro Silva, nunca o percebi bem, desde sempre que fazia comentários anti-protecções e dizia estar disponível para jogar Lacrosse, mas, sem protecções, dando constantemente o exemplo de uma acção de formação em Coimbra em que havia um jogador que parecia o “RoboCop” e ria e gozava com esse tema, para estupefacção dos restantes. Havia decididamente vontades diferentes.

Para o Sábado, dia 25 de Setembro de 2010 estava agendada uma reunião Skype (a 1ª) entre Lisboa e Coimbra e eu, já tinha dito antes ao Francisco qual seria o resultado de um dos temas, o da evolução de Lisboa para equipa e respectiva compra de protecções, capacetes etc., o Francisco ainda tinha esperança, mas acabou por ver que eu tinha razão.

No dia seguinte, havia treino e eu apresentei aos presentes, os resultados da reunião e no imediato falámos em criar uma equipa com aqueles que queriam seguir esse caminho e assim, nasceu a ideia e passados alguns dias, passou a ter o nome de Lisboa Viriatos.

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